Oleaginosas sobem com energia e demanda
A demanda também ajudou a sustentar os preços
O mercado global de oleaginosas registrou valorização nas últimas semanas, impulsionado principalmente pela alta dos preços de energia e por preocupações com possíveis efeitos do El Niño sobre a produção. A combinação de demanda firme, condições climáticas e maior volatilidade nos mercados de óleos vegetais sustentou as cotações em diferentes origens.
Segundo o Conselho Internacional de Grãos, o IGC, os preços da soja subiram 7% em relação ao mês anterior. Em Chicago, os contratos futuros avançaram com força, e a posição mais próxima acumulou alta de 8%, em meio ao encarecimento da energia e às preocupações geopolíticas no Oriente Médio.
A demanda também ajudou a sustentar os preços. Compradores chineses ampliaram aquisições para embarque em 2026/27, enquanto os compromissos de exportação dos Estados Unidos, no início de setembro, estavam 102% acima do nível registrado um ano antes. As cotações no Golfo dos EUA chegaram a US$ 530 por tonelada FOB.
No Brasil, os prêmios recuaram levemente desde meados de agosto, em parte pela alta dos futuros norte-americanos e pela migração sazonal de parte da demanda para a nova safra dos Estados Unidos. Mesmo assim, o IGC destacou que os prêmios brasileiros permanecem firmes diante da menor disponibilidade imediata e da continuidade das exportações. Em Paranaguá, os preços alcançaram US$ 540 por tonelada FOB, alta de US$ 32.

O movimento de valorização também atingiu outras oleaginosas. A canola subiu 1% no mês no mercado canadense, enquanto preços de exportação avançaram para US$ 630 por tonelada em Vancouver. Na Austrália, as ofertas chegaram a US$ 573.
A FAO informou ainda que os preços mundiais dos óleos vegetais subiram 0,6% em agosto, atingindo o maior nível desde junho de 2022. Já o USDA elevou a projeção da produção global de canola em 2026/27 para quase 100 milhões de toneladas, com revisões positivas principalmente para Austrália, Rússia, Uruguai e Cazaquistão.












