Agroindústria inicia 2026 com alta de 0,5%, puxada por alimentos e bebidas, diz FGVAgro
A produção de insumos agropecuários caiu 0,5 porccento, marcando a terceira queda interanual consecutiva
A Agroindústria iniciou 2026 com crescimento de 0,5% no volume de produção, na comparação entre janeiro e o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do FGVAgro.
O avanço foi sustentado exclusivamente pelo segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, que registrou alta de 1,9% no período. Em sentido oposto, o segmento de Produtos Não Alimentícios recuou 1,5%, limitando o desempenho geral da atividade.
Segundo o estudo, os dados de janeiro ainda não incorporam eventos recentes no cenário internacional. Naturalmente, o crescimento da Agroindústria ainda não considera a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de desautorizar o tarifaço do Trump (fevereiro), nem o conflito do Irã (março).
O crescimento de 1,9% do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas foi impulsionado tanto pelo setor de Produtos Alimentícios, que avançou 2,0%, quanto pelo de Bebidas, com alta de 1,3%.
No caso das bebidas, o resultado positivo foi sustentado pela produção de bebidas não alcoólicas, que cresceu 3,5% na comparação anual.
Já a produção de bebidas alcoólicas recuou 0,8%, acumulando a oitava queda interanual consecutiva e mantendo a trajetória de contração observada desde meados de 2025.
No setor de alimentos, o crescimento foi disseminado entre os segmentos. A produção de alimentos de origem vegetal avançou 5,1%, registrando a sexta alta interanual consecutiva.
O resultado foi puxado pela maior produção de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz e trigo e refino de açúcar. A queda na produção de café, no entanto, limitou um avanço mais expressivo.
Já os alimentos de origem animal cresceram 0,5% em janeiro, na menor expansão interanual desde setembro de 2025. Contribuíram positivamente a maior produção de carnes (bovina, suína e de aves), laticínios e pescados.
Queda em não alimentícios pressiona resultado
O segmento de Produtos Não Alimentícios recuou 1,5% na comparação anual, pressionado pelo desempenho negativo de seus principais setores.

A produção de insumos agropecuários caiu 0,5%, marcando a terceira queda interanual consecutiva, influenciada pela menor fabricação de adubos e fertilizantes, intermediários para fertilizantes, tratores e máquinas.
O setor de produtos têxteis registrou retração de 7,6%, na quarta queda consecutiva, enquanto os produtos florestais recuaram 2,3%, também no quarto resultado negativo seguido, puxados pela menor produção de papel e celulose.
Na direção oposta, apenas dois setores apresentaram crescimento no segmento: biocombustíveis, com alta de 27,6%, e fumo, que avançou 12,1%. Apesar das variações expressivas, o impacto positivo foi limitado pelo menor peso desses segmentos no índice.








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