Vendas de sêmen de bovinos de corte e de leite ultrapassam 12 milhões de doses no 1º sem./26
As vendas de material genético para corte cresceram 16,9porcento, alcançando 7.877.750 doses, enquanto as para leite somaram 3.236.373 unidades, informa a Asbia
O mercado brasileiro de genética bovina registrou crescimento de 12,4% no primeiro semestre de 2026, com 12.329.148 doses de sêmen comercializadas no Brasil e no exterior.
Os dados são do “Index Asbia Sêmen – 1º Semestre de 2026”, elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
Segundo o levantamento, 11.114.123 doses foram vendidas diretamente para pecuaristas de corte e leite. Outras 663.481 tiveram como destino o exterior e 551.544 foram comercializadas na categoria de prestação de serviços – modalidade em que criadores contratam a coleta e industrialização de sêmen de seus próprios rebanhos.
De acordo com a Asbia, o resultado de vendas diretas no mercado nacional é 11,5% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2025. As vendas de material genético para corte cresceram 16,9%, alcançando 7.877.750 doses, enquanto as para leite somaram 3.236.373 unidades, mantendo estabilidade, com alta de 0,1%.
Luis Adriano Teixeira, presidente da Asbia, avalia que o desempenho do mercado interno reflete a virada do ciclo pecuário no país. “Com a valorização do bezerro, o pecuarista busca repor seu rebanho com ainda mais qualidade. O melhoramento genético, realizado com apoio das biotecnologias reprodutivas, é essencial para que o país siga sendo protagonista na produção de carne e leite. O avanço de 11,5% nas vendas para clientes finais é reflexo desse movimento, que contribui muito para o futuro da nossa pecuária”, afirma, em nota.
Desempenho das exportações
As mais de 663 mil doses comercializadas para outros países garantiram crescimento expressivo de 66,8% em comparação com o primeiro semestre de 2025, informa a Asbia. “O reconhecimento internacional da genética brasileira segue em crescimento”, afirma Teixeira.
O resultado, relata a associação em comunicado, foi impulsionado principalmente pela genética de corte, cujos embarques aumentaram 119,9% e atingiram o recorde de 415.024 doses. Já a genética leiteira avançou 18,9%, totalizando 248.457 doses exportadas.
Outro indicador positivo foi o total de material genético disponível no mercado, que representa a soma da produção nacional e as importações. O volume chegou a 14.036.310 doses, com alta de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desse total, 10.286.639 doses foram produzidas no Brasil, crescimento de 0,7%, enquanto as importações alcançaram 3.749.671 unidades, avanço de 29,7%.
Na genética leiteira, a produção nacional bateu novo recorde histórico, com mais de 2 milhões de doses coletadas no semestre, resultado 24,14% superior ao de 2025.
Inseminação artificial avança
O levantamento também detalha o comportamento do mercado por região, que revela a expansão da inseminação artificial no país.
Segundo o Index Asbia, a tecnologia foi utilizada em 76,4% dos municípios brasileiros no primeiro semestre, atingindo um total 4.225 – número 9,95% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O Index Asbia está disponível gratuitamente; clique AQUI
Fonte: Ascom Asbia












