Farelo de soja sobe mais que o boi gordo e aperta relação de troca
Na parcial de agosto, pecuarista precisou de 5,5 arrobas para adquirir uma tonelada do insumo, e cenário pode piorar no curto prazo.
A alta mais acentuada do farelo de soja em relação ao boi gordo piorou o poder de compra do pecuarista paulista em agosto. Na parcial do mês até o dia 18, foram necessárias 5,5 arrobas para adquirir uma tonelada do insumo, aumento de 3,8% na comparação mensal.
No período, o farelo de soja foi cotado, em média, a R$ 1.902,58 por tonelada, valorização de 7,7% em relação a julho e de 10,4% ante agosto de 2025.
Já o boi gordo, considerando os preços descontados e a prazo em São Paulo, registrou média de R$ 343,73/@, com altas de 3,8% no mês e de 13,6% no comparativo anual.
Apesar da piora mensal, a relação de troca ainda permanece mais favorável do que há um ano. Na comparação com agosto de 2025, o pecuarista precisou de 2,8% menos arrobas para comprar a mesma quantidade de farelo.
A análise foi apresentada por Gustavo Duprat, engenheiro agrônomo e analista de mercado da Scot Consultoria, durante o programa Terraviva DBO na TV de sexta-feira (21/8).
Relação de troca pode piorar no curto prazo
Segundo Duprat, a tendência é de um novo aperto na relação de troca. Depois de avançar com a menor oferta de animais, o preço do boi gordo pode perder força diante do consumo doméstico mais lento e da redução das exportações, especialmente devido às menores compras da China.

No mercado do farelo de soja, a resistência dos produtores em negociar a matéria-prima por preços mais baixos tem limitado a chegada do grão às esmagadoras. Ao mesmo tempo, a demanda aquecida nos mercados interno e externo contribui para sustentar as cotações do insumo.
“Dessa forma, a tendência para o curto prazo é de uma piora na relação de troca para o pecuarista”, alertou o analista.
Confira abaixo a análise completa de Gustavo Duprat a partir do minuto 3:54.












