Exportações de carne bovina avançam 14,6% em 2026 e superam US$ 6 bilhões

China mantém liderança nas compras da proteína brasileira, enquanto embarques superam 1 milhão de toneladas no primeiro quadrimestre

Exportações de carne bovina avançam 14,6% em 2026 e superam US$ 6 bilhões
Ilustrativa

As exportações brasileiras de carne bovina ultrapassaram US$ 6 bilhões entre janeiro e abril de 2026, com crescimento de 14,6% no volume embarcado em relação ao mesmo período do ano passado.

Apenas em abril, o Brasil exportou 288,7 mil toneladas da proteína, avanço de 5,3% na comparação anual, mantendo o ritmo positivo das vendas externas do setor.

A receita obtida com os embarques em abril chegou a US$ 1,719 bilhão, alta de 29,1% frente ao mesmo período de 2025 e de 15,9% na comparação mensal, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

 

 

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no mês, com importações de 138,9 mil toneladas e receita de US$ 886,5 milhões.

O volume embarcado ao país asiático cresceu 28,8% na comparação anual. Sozinho, o mercado chinês respondeu por 48,1% de todo o volume exportado pelo Brasil em abril.

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Os Estados Unidos seguiram na segunda posição entre os maiores compradores da proteína brasileira, com 42,4 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 279,9 milhões.

Na sequência aparecem o Chile, com 10,5 mil toneladas e US$ 62,1 milhões em compras, e a União Europeia, que importou 8,7 mil toneladas, movimentando US$ 78,4 milhões no período.

Os produtos in natura continuaram liderando a pauta exportadora da carne bovina brasileira, representando 87,3% do volume total embarcado em abril.

Primeiro quadrimestre supera 1 milhão de toneladas

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o Brasil exportou 1,091 milhão de toneladas de carne bovina, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques totalizaram 951,5 mil toneladas.

A receita no primeiro quadrimestre alcançou US$ 6,047 bilhões, avanço de 32,8% frente aos quatro primeiros meses de 2025.

A China também liderou as compras no acumulado do ano, com 474,2 mil toneladas importadas e receita de US$ 2,724 bilhões. O país asiático representou 43,5% de todo o volume exportado pelo Brasil e 45% do faturamento do setor no período. Na comparação anual, os embarques ao mercado chinês avançaram 28,8%.

Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 149,8 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 962,5 milhões, equivalentes a 13,7% do volume total exportado pelo Brasil no período.

O Chile importou 49,5 mil toneladas, gerando receita de US$ 286,6 milhões, crescimento de 12,2% em volume frente ao primeiro quadrimestre de 2025.

Já a Rússia registrou importações de 40,4 mil toneladas, com receita de US$ 178,8 milhões. A União Europeia somou 34,7 mil toneladas e US$ 299,7 milhões em compras, alta de 17,7% no volume em relação ao mesmo período do ano passado.

Oriente Médio registra retração nas compras

Alguns mercados do Oriente Médio e regiões próximas ao conflito registraram queda nas importações de carne bovina brasileira em abril, tanto na comparação com março quanto frente ao mesmo período do ano passado.

Os Emirados Árabes Unidos reduziram as compras de 3.147 toneladas em março para 606 toneladas em abril, recuo de 80,7%. Na comparação anual, frente às 3.859 toneladas embarcadas em abril de 2025, a queda foi de 84,3%.

A Turquia reduziu as importações de 1.067 toneladas para 438 toneladas no período, retração de 58,9% em relação a março. Frente às 654 toneladas registradas em abril do ano passado, o recuo foi de 33,1%.

Israel também apresentou forte queda na comparação mensal, passando de 4.548 toneladas para 2.692 toneladas em abril, baixa de 40,8%. Apesar disso, o volume permaneceu acima das 2.498 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

A Líbia reduziu as compras de 2.077 toneladas para 875 toneladas, queda de 57,9% frente a março. Na comparação anual, o recuo foi de 52,9%.

Já o Egito diminuiu as importações de 7.596 toneladas para 6.774 toneladas em abril, retração de 10,8% em relação ao mês anterior, embora o volume tenha permanecido acima das 4.865 toneladas registradas em abril de 2025.