Geadas afetam áreas de feijão da segunda safra

Colheita do feijão chega a 57 porcento no Rio Grande do Sul

Geadas afetam áreas de feijão da segunda safra
Ilustrativa

A colheita do feijão da segunda safra alcançou 57% da área cultivada no Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. As lavouras em maturação representam 37% da área plantada, enquanto outras 6% permanecem na fase de enchimento de grãos.

De acordo com a Emater RS-Ascar, as condições meteorológicas registradas desde meados de maio, marcadas por temperaturas mais baixas e ocorrência de geadas, influenciaram o desenvolvimento final da cultura, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente.

A entidade informa que os danos mais expressivos foram observados em áreas de baixada e em lavouras que ainda estavam em enchimento de grãos. No entanto, como boa parte das áreas já se encontrava em estágios mais avançados de desenvolvimento, os impactos sobre a formação de vagens e grãos foram reduzidos. O frio também contribuiu para desacelerar o crescimento das plantas e acelerar a maturação fisiológica em parte das áreas atingidas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as produtividades poderão ficar abaixo do potencial inicialmente projetado em algumas regiões. O desempenho da cultura dependerá principalmente do momento em que ocorreram as geadas e do estágio fenológico predominante das lavouras no período.

Na região administrativa de Ijuí, as áreas em maturação representam 44% da superfície cultivada. A Emater/RS-Ascar registrou pequenos danos nas folhas apicais provocados pelas geadas, sem atingir vagens ou grãos. Ainda assim, houve redução no potencial produtivo das lavouras afetadas. A colheita já alcança 56% da área, com rendimento médio próximo de 1.700 quilos por hectare.

Na região de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída. Os resultados apontam uma leve redução na produtividade, que apresenta média regional próxima de 1.200 quilos por hectare.

Em Soledade, a Emater/RS-Ascar relata que as geadas devem acelerar a maturação de algumas lavouras, mas com impactos limitados sobre a produção. O predomínio de temperaturas baixas nas últimas semanas também reduziu o ritmo de desenvolvimento da cultura. Atualmente, 10% das áreas estão em enchimento de grãos, 15% em maturação e 75% já foram colhidas.