Inpasa acelera expansão e projeta 10 biorrefinarias de milho até 2027
Desde sua chegada ao país, marca já investiu mais de R$ 15 bilhões, com expansão em torno de 50 porcento ao ano, segundo a companhia
O milho brasileiro, que por décadas saiu dos campos quase sempre com destino à exportação, ganha cada vez mais um novo caminho: a transformação em energia. E é nesse movimento que a Inpasa pisa no acelerador.
De acordo com reportagem da CNN Brasil, a companhia projeta chegar a 10 biorrefinarias em operação até 2027, o que reforça a estratégia de crescimento que combina escala, integração industrial e uma aposta clara no futuro dos biocombustíveis.
Com a expansão em curso, a capacidade instalada da empresa já alcança 6,7 bilhões de litros de etanol por ano, volume que ajuda a redesenhar o papel do milho dentro da cadeia agroindustrial brasileira.
Hoje já posicionada como a maior produtora de etanol de grãos da América Latina e uma das maiores do mundo, a empresa vem ampliando sua presença no Brasil. Desde que iniciou suas operações no país, em 2018, a Inpasa já investiu mais de R$ 15 bilhões, e mantém uma taxa de expansão que, segundo a própria companhia, gira em torno de 50% ao ano.
Geografia estratégica
A unidade de Sinop (MT), por exemplo, não é apenas a primeira operação da empresa no país, mas tornou-se a maior biorrefinaria de etanol do mundo, com capacidade de produção de 2 bilhões de litros.
Mais recentemente, a operação da empresa chegou ao Nordeste, com planta em Luís Eduardo Magalhães (BA), com capacidade de produção de 470 milhões de litros por ano, aproxima a produção aos centros consumidores e reduz a dependência de importação de outras regiões no abastecimento de etanol, além de representar uma industrialização sustentável para toda região do Matopiba.

Ao mesmo tempo, novas unidades em construção, como em Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT), mostram que o avanço não dá sinais de desaceleração.
Do grão à energia
As biorrefinarias funcionam como estruturas integradas, capazes de aproveitar praticamente tudo o que entra.
Do milho saem não só bilhões de litros de combustível, mas também coprodutos como DDGS, usado na nutrição animal, óleo vegetal e até energia elétrica.








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