Chuvas reduzem qualidade da cana na safra
Diante desse cenário, o manejo da maturação ganha importância
Foto: Canva
O excesso de chuvas e a umidade elevada do solo têm dificultado a maturação da cana-de-açúcar na safra 2026/27. Em um período normalmente marcado por tempo mais seco e temperaturas amenas, a manutenção da água no campo prolonga o crescimento vegetativo, reduz a concentração de sacarose e limita o acúmulo de Açúcares Totais Recuperáveis, o ATR.
Segundo o engenheiro agrônomo Michel Tomazela, da IHARA, a instabilidade climática tornou mais difícil definir a melhor janela de colheita. A Rural Clima prevê retorno das chuvas na segunda quinzena de julho em áreas produtoras de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com avanço para o Centro-Oeste no início de agosto.
Além de atrasar a maturação, o encharcamento prejudica a oxigenação das raízes, favorece doenças e dificulta o tráfego de máquinas. O resultado pode ser atraso na colheita, aumento de custos e menor rendimento industrial.

Diante desse cenário, o manejo da maturação ganha importância. O consultor Michel da Silva Fernandes afirma que a estratégia deve ser integrada ao controle de plantas daninhas, pragas e doenças, ao manejo nutricional e à escolha de variedades. Entre as tecnologias citadas está o RIPER, da IHARA, que, em condições favoráveis, pode elevar o ATR entre 4% e 8%.
"Hoje, o desafio não é apenas produzir mais cana, mas colher no momento certo. O planejamento da maturação, aliado ao uso estratégico de tecnologias, permite aproveitar melhor o potencial da lavoura, aumentar o rendimento industrial e reduzir os impactos provocados pelas oscilações do clima", conclui.













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