MS terá nova usina de etanol de milho com investimento de R$ 300 milhões

Empreendimento em Jaraguari recebe licença ambiental e terá capacidade para processar 500 toneladas de milho ou sorgo por dia

MS terá nova usina de etanol de milho com investimento de R$ 300 milhões
Ilustrativa

O Mato Grosso do Sul vai ganhar mais uma usina de etanol de milho.

Na segunda-feira (30), a Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu licença para instalação no município de Jaraguari.

O investimento previsto é de R$ 300 milhões, com capacidade para processar 500 toneladas de milho ou sorgo por dia e produzir até 200 mil metros cúbicos de etanol ao ano. 

A licença foi entregue pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, e pelo diretor-presidente do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, ao empresário Egnomar Freitas Tiago, responsável pelo empreendimento. 

Atualmente, o Mato Grosso do Sul conta com três usinas em operação que produzem etanol a partir do milho, localizadas nos municípios de Sidrolândia, Dourados e Maracaju.

O prefeito de Jaraguari, Cláudio Ferreira da Silva, destacou o apoio do governo estadual e a atuação do Imasul na liberação da licença. Já o secretário Jaime Verruck afirmou que levará as demandas ao governador Eduardo Riedel e demonstrou confiança no projeto.

Mato Grosso do Sul amplia peso no etanol

O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo na produção de etanol de milho.

Na safra 2024/2025, o estado produziu 4,3 bilhões de litros de etanol, dos quais 37% tiveram origem no milho. Para a safra 2025/2026, a projeção é de crescimento, com produção estimada em 4,7 bilhões de litros, sendo o milho responsável por 42% desse total.

O estado também é pioneiro na produção de biogás e biometano a partir da vinhaça e se consolida como um dos protagonistas da transição energética no país. A meta é se tornar território carbono neutro até 2030. No setor sucroenergético, já conta com uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa, o Carbon Control.

Sorgo ganha espaço e reforça expansão

O avanço do sorgo também acompanha o crescimento da indústria de bioenergia no estado. Em cinco safras, a área cultivada saltou de pouco mais de 5 mil hectares para cerca de 400 mil hectares — um crescimento superior a 7.700%, segundo dados do SIGA (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), gerido pelo governo estadual em parceria com a Aprosoja.

As projeções indicam que o Brasil deve ultrapassar 6,6 milhões de toneladas de sorgo na safra 2025/2026, com o Mato Grosso do Sul ocupando a quarta posição entre os maiores produtores, conforme levantamento da Conab divulgado em dezembro de 2025.