Brasil consolida liderança mundial na destinação de embalagens agrícolas

Marca histórica do Sistema Campo Limpo evidencia evolução ambiental do agronegócio brasileiro

Brasil consolida liderança mundial na destinação de embalagens agrícolas
Ilustrativa

O agronegócio brasileiro alcançou um novo marco ambiental ao ultrapassar 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente desde a criação do Sistema Campo Limpo, em 2002. O resultado, destacado no Dia do Agronegócio, celebrado em 25 de fevereiro, evidencia a consolidação de um modelo de logística reversa que se tornou referência internacional no setor.

Somente em 2025, o programa registrou o maior volume anual de sua história, com quase 76 mil toneladas destinadas de forma ambientalmente adequada, crescimento de cerca de 11% em relação ao ano anterior. O desempenho reflete a ampliação da adesão às práticas sustentáveis e o fortalecimento da atuação integrada entre produtores, indústria, canais de distribuição e poder público.

Atualmente, todas as embalagens recebidas pelo sistema têm destinação ambientalmente correta: cerca de 92% seguem para reciclagem, enquanto o restante é encaminhado para coprocessamento ou incineração, conforme critérios técnicos. A operação conta com 411 unidades de recebimento distribuídas pelo país, mais de 256 associações de revendas e cooperativas e ações itinerantes que ampliam o acesso ao programa, alcançando mais de 1,8 milhão de propriedades rurais.

Para Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, entidade que representa a indústria no Sistema Campo Limpo, o avanço demonstra maturidade do setor. “O Dia do Agronegócio é uma oportunidade para evidenciar que a sustentabilidade faz parte da rotina produtiva no campo. Ultrapassar 900 mil toneladas destinadas corretamente desde 2002 mostra que o modelo de responsabilidade compartilhada funciona”, afirma.

Criado há mais de duas décadas, o Sistema Campo Limpo é considerado uma das maiores iniciativas globais de logística reversa no segmento agrícola e se consolidou como um dos principais indicadores ambientais do agronegócio brasileiro, associando eficiência operacional à redução de impactos ambientais no campo.