Correções marcam o mercado do milho na B3

Nos fechamentos do dia na B3, os principais vencimentos encerraram de forma mista

Correções marcam o mercado do milho na B3
Ilustrativa

O mercado do milho apresentou comportamento misto na B3 ao longo da última sessão, refletindo ajustes técnicos e movimentações pontuais de compra, em um cenário ainda marcado por pressão de oferta. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros passaram por correção, com alta para o milho safrinha e queda para a segunda safra, dinâmica semelhante à observada no acumulado semanal.

Apesar da oscilação no curto prazo, o desempenho mensal seguiu negativo, influenciado principalmente pelos elevados estoques de passagem e pelo avanço da colheita do milho safrinha. A valorização pontual dos contratos mais próximos teve como objetivo estimular maiores vendas no mercado físico, enquanto o movimento de baixa no mês reflete um ambiente de oferta mais confortável. Em janeiro, o milho negociado na B3 para março acumulou queda de 7,58%, equivalente a R$ 5,75, enquanto a média Cepea recuou 4,89%, ou R$ 3,40. No mesmo período, o dólar apresentou desvalorização de 4,39% e o milho em Chicago caiu 2,73%.

Nos fechamentos do dia na B3, os principais vencimentos encerraram de forma mista. O contrato março de 2026 foi cotado a R$ 69,16, com alta diária de R$ 0,67 e avanço semanal de R$ 0,32. O vencimento maio de 2026 fechou a R$ 68,80, também com ganho de R$ 0,67 no dia e alta de R$ 0,38 na semana. Já o contrato julho de 2026 encerrou a R$ 67,20, com leve baixa diária de R$ 0,06 e recuo semanal de R$ 0,32.

No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago encerrou o dia, a semana e o mês em queda, pressionado pela realização de lucros e pela dificuldade de romper a média móvel de 20 dias. O contrato março fechou a US$ 4,28 por bushel, com baixa diária de 0,58%, enquanto maio recuou 0,74%, a US$ 4,35. O cenário foi influenciado por incertezas políticas e geopolíticas nos Estados Unidos, além da queda na produção semanal de etanol e dúvidas sobre a liberação do E-15 ao longo do ano. As perdas foram parcialmente limitadas pelo bom ritmo das exportações, que acumulam alta de 33% em relação ao ano anterior, e pelo clima seco na Argentina, que mantém um prêmio de risco para o início de fevereiro.