SLC Agrícola inaugura maior algodoeira da empresa no Piauí com capacidade para 80 fardos por hora
Nova unidade na Fazenda Parnaguá poderá beneficiar a produção de até 25 mil hectares de algodão por safra e amplia a capacidade operacional da companhia no Piauí e no Maranhão
Vista aérea da unidade de beneficiamento de algodão da Fazenda Parnaguá, no Piauí, projetada para atender à expansão da produção da SLC Agrícola.
A SLC Agrícola inaugurou, em julho, a maior algodoeira de sua história. Localizada na Fazenda Parnaguá, no Piauí, a unidade foi projetada para processar até 80 fardos de algodão por hora e beneficiar a produção de aproximadamente 20 mil hectares por safra, com capacidade de expansão para até 25 mil hectares.
Instalada em uma área total de 70 mil m², a estrutura possui 10,2 mil m² de área construída. A unidade conta com quatro descaroçadores de 244 serras cada, depósito de fardos e um armazém com capacidade para armazenar 10 mil toneladas de caroço de algodão.
Na primeira safra de operação, a expectativa é beneficiar a produção de aproximadamente 7 mil hectares cultivados na Fazenda Parnaguá.
Segundo a empresa, a nova algodoeira foi dimensionada para atender à demanda atual e futura das operações, além de ampliar as possibilidades de expansão da cultura nos próximos anos, dando suporte também às unidades da companhia no Piauí e no Maranhão.
LEIA MAIS SOBRE O MATOPIBA
“A inauguração da algodoeira na Fazenda Parnaguá ilustra o compromisso da empresa com a produção agrícola nacional e com a geração de empregos”, afirma Leonardo Celini, diretor de Operações da SLC Agrícola. “Além de representar um marco para o desenvolvimento da cotonicultura no estado, a conclusão da obra demonstra o foco da companhia na expansão das operações, pois permitirá atender e acompanhar o crescimento da produção, aprimorando o processo de beneficiamento”, complementa.
Projeto prioriza capacidade e conservação da qualidade
Além da capacidade de processamento, a unidade incorpora soluções voltadas à preservação da qualidade do algodão. O armazém de caroço é o primeiro da SLC Agrícola equipado com um sistema de aeração desenvolvido especificamente para manter as condições do produto durante o período de armazenamento.
Para definir os parâmetros do projeto, a companhia apoiou um estudo voltado à identificação das necessidades de aeração e armazenamento do caroço de algodão nas condições climáticas brasileiras. De acordo com a empresa, as referências técnicas obtidas orientaram o dimensionamento do sistema e deverão contribuir para reduzir riscos de perdas e avarias, preservar a qualidade do produto e ampliar o período de armazenagem.
Integração entre colheita e beneficiamento
O projeto da nova algodoeira envolveu diferentes áreas da companhia para integrar decisões relacionadas à produção agrícola, capacidade industrial, infraestrutura e armazenamento desde as etapas iniciais de planejamento. A proposta foi estruturar uma unidade capaz de acompanhar o ritmo da colheita e otimizar o beneficiamento do algodão.
O dimensionamento também levou em consideração o início da produção comercial de algodão na Fazenda Perpétua. Até a safra anterior, a propriedade mantinha apenas áreas experimentais destinadas à cultura. Com a nova unidade, a empresa passa a contar com capacidade industrial para processar a produção da fazenda, além de receber algodão de outras unidades e acompanhar futuras ampliações da área cultivada.

“Nós consideramos o volume recebido nos períodos de pico da colheita, a capacidade dos descaroçadores e a armazenagem dos produtos resultantes do beneficiamento. O objetivo foi organizar um fluxo contínuo, com menos pontos de espera e maior controle das condições operacionais”, explica Celini.
Sobre a SLC Agrícola
Fundada em 1977, a SLC Agrícola é uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil. A empresa possui 26 unidades de produção distribuídas em oito estados da região do Cerrado e mantém sua matriz em Porto Alegre (RS).
A companhia produz algodão, soja e milho, além de atuar na criação de gado no sistema de integração lavoura-pecuária (ILP). Para a safra 2025/2026, a área plantada prevista é de 830,3 mil hectares. A empresa também produz e comercializa sementes de soja, algodão e braquiária por meio da marca SLC Sementes e tem ações negociadas na B3 sob o código SLCE3, integrando índices como Ibovespa, IBRX100 e ISE.













Comentários (0)
Comentários do Facebook