Análise do mercado de trigo 2026

O mercado brasileiro de trigo iniciou o ano com comportamentos regionais divergentes, moldados por estratégias locais de comercialização e fluxos logísticos

Análise do mercado de trigo 2026
Ilustrativa

O mercado brasileiro de trigo iniciou o ano com comportamentos regionais divergentes, moldados por estratégias locais de comercialização e fluxos logísticos:

  • Pressão de Baixa (SC e PR): A necessidade de liquidação de estoques superou a demanda, levando os preços aos menores patamares reais em anos. Em Santa Catarina, o valor atingiu o nível mais baixo desde 2018;
  • Suporte e Alta (RS e SP): No Rio Grande do Sul, o forte ritmo das exportações garantiu a sustentação dos preços. Já em São Paulo, a resistência dos vendedores em negociar nos patamares atuais resultou na terceira alta mensal consecutiva.

Resumo dos Preços por Estado

Abaixo, os valores médios por tonelada e as variações registradas:

Estado Preço Médio (R$/t) Var. Mensal (%) Var. Anual (%) Observação Histórica
São Paulo R$ 1.257,25 +0,4% -19,9% 3ª alta mensal seguida
Paraná R$ 1.178,66 -0,4% -15,2% Menor valor desde Out/23
Santa Catarina R$ 1.158,92 -1,6% -18,3% Menor valor desde Mar/18
Rio Grande do Sul R$ 1.050,89 +1,4% -16,1% Pico em 3 meses

Projeção para o Próximo Trimestre (Fevereiro – Abril)

Com base nos dados de oferta e demanda analisados, a tendência para os próximos meses sugere:

 

  1. Estabilização no Sul: Após o movimento de liquidação de estoques em SC e PR, a pressão de oferta deve diminuir. Se o fluxo de exportação no RS continuar robusto, os preços na região Sul tendem a buscar um equilíbrio ou leve recuperação;
  2. Aperto em São Paulo: A “restrição vendedora” em SP indica que o produtor está capitalizado ou aguardando preços melhores. Isso pode forçar moinhos a elevar as ofertas de compra para garantir o abastecimento, mantendo a tendência de alta no curto prazo;
  3. Fator Entressafra: À medida que avançamos para o segundo trimestre, o distanciamento da última colheita brasileira costuma reduzir a disponibilidade de trigo nacional de qualidade superior, o que historicamente dá suporte aos preços, dependendo do custo de importação (paridade de importação).

 

AGRONEWS