Mercado global de leite se fortalece enquanto demanda encontra incertezas na oferta
Os mercados globais de lácteos mantiveram um tom mais firme em setembro, com a demanda por proteínas do leite continuando a dar sustentação.
Os mercados globais de lácteos mantiveram um tom mais firme em setembro, com a demanda por proteínas do leite continuando a dar sustentação. Embora a produção de leite da Nova Zelândia esteja começando a temporada com força, as preocupações com o calor e a seca no Hemisfério Norte e o possível impacto do El Niño sobre a produção neozelandesa estão se tornando cada vez mais importantes para as perspectivas do mercado.
A captação de leite da Nova Zelândia em julho atingiu o recorde de 30,35 milhões de kg de sólidos do leite (kgMS), equivalente a aproximadamente 337,2 milhões de kg de leite, alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de sólidos do leite acumulada na temporada está 6,8% maior. A tonelagem de leite também aumentou 5,8%.
O indicador de produção da NZX prevê que o crescimento desacelere para 1,4% em agosto, 2,0% em setembro e 3,6% em outubro. Para os produtores, a principal questão é se esse início forte poderá ser mantido à medida que a temporada avança, especialmente se o El Niño trouxer condições mais secas no final da primavera e no verão.
A oferta global já apresenta uma divergência maior. A produção de leite em julho aumentou 3,2% na Argentina, 11,4% no Uruguai e 2,2% nos Estados Unidos, enquanto a produção da União Europeia foi 2,0% maior em junho. A China permaneceu mais fraca, com a produção de julho caindo 2,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Enquanto isso, ondas de calor e condições secas em partes do Hemisfério Norte estão aumentando as preocupações com a disponibilidade de leite e com a capacidade das vacas de manter a produção durante a parte final da temporada. Os riscos para a oferta relacionados ao clima estão se tornando um fator cada vez mais importante para o mercado.
O comércio continua dando sustentação. Os volumes das exportações de lácteos da Nova Zelândia aumentaram 6,7% em julho, na comparação anual, para 290.624 toneladas, enquanto o valor das exportações cresceu 1,7%, para US$ 1,34 bilhão. As exportações de WMP aumentaram 4%, apesar de os embarques para a China terem caído 13%, com uma demanda mais forte de outros mercados asiáticos e da América Central ajudando a compensar a redução das compras chinesas.

A China continua sendo a principal incerteza do lado da demanda. Suas importações de lácteos caíram 30,2% em julho, na comparação anual, enquanto a produção doméstica de leite também permaneceu sob pressão. A magnitude da queda nas importações significa que o mercado chinês ainda não pode ser considerado uma fonte forte de demanda adicional.
De modo geral, o mercado passou para uma posição mais firme, mas as perspectivas não são uniformemente otimistas. A forte demanda por proteínas está dando sustentação, enquanto as condições climáticas no Hemisfério Norte estão criando possíveis restrições à oferta. Para os produtores da Nova Zelândia, a combinação de um início forte da temporada e a possibilidade de El Niño significa que as perspectivas para a produção podem se tornar cada vez mais dependentes do clima. Se a oferta global de leite se restringir enquanto a demanda por proteínas permanecer robusta, os preços dos lácteos poderão encontrar sustentação adicional nos próximos meses.
As informações são do Farmers Weekly, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.












