Castrolanda anuncia R$ 500 milhões para indústria de leite e expansão no Tocantins
Plano prevê nova torre de secagem, avanço para nova fronteira agrícola e estudos para diversificação de negócios a partir de 2026
A Castrolanda vai investir aproximadamente R$ 500 milhões em 2026, no maior aporte já realizado pela cooperativa em um único ano.
A estratégia concentra recursos na ampliação da indústria de leite, na expansão para o Tocantins e na diversificação de negócios.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa que também marcou o lançamento das ações comemorativas pelos 75 anos da cooperativa, que serão celebrados ao longo de 2026.
A maior parte dos recursos será direcionada à cadeia do leite. Somente em 2026, R$ 200 milhões serão aplicados na implantação de uma nova torre de secagem.
O projeto integra um investimento total estimado em R$ 480 milhões para ampliar a Usina de Beneficiamento de Leite (UBL), em Castro (PR).
A obra civil já começou e os equipamentos foram adquiridos. A ampliação da capacidade industrial deve entrar em operação a partir de 2028.
A usina já possui uma torre de secagem com capacidade para processar 600 mil litros de leite por dia. Com a nova estrutura, a meta é dobrar esse volume. O projeto é desenvolvido em parceria com as cooperativas Frísia e Capal, por meio da Unium
Segundo o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, o crescimento da produção exige reforço na estrutura industrial.
“No nosso planejamento estratégico decidimos buscar o crescimento da Castrolanda como organização e, em 2026, teremos investimentos expressivos. Dentro do modelo de intercooperação, a produção de leite está em constante crescimento e, para isso, nossas indústrias precisam estar preparadas para receber o leite dos cooperados e proteger nossa posição no mercado”, explica.
De acordo com ele, a produção das três cooperativas cresce entre 8% e 10% ao ano. A estimativa é alcançar 3,3 milhões de litros por dia no próximo ano. Atualmente, só a Castrolanda produz 1,5 milhão de litros diários.
O projeto conta com incentivos do programa Paraná Competitivo.
Tocantins entra no mapa estratégico
Além da indústria de leite, a cooperativa avança na construção do Entreposto Agrícola em Colinas do Tocantins (TO). Em 2026, a unidade receberá R$ 50 milhões, dentro de um investimento total previsto de R$ 124 milhões.
A estrutura está em fase avançada de construção, com montagem de silos, secadores e obras civis. A previsão é iniciar as operações em janeiro de 2027, com recepção de grãos e venda de insumos.
“O Tocantins representa uma nova fronteira agrícola para os nossos cooperados. O Paraná já possui áreas altamente ocupadas e com custo elevado de terras. A expansão para novas regiões permite crescimento sustentável e geração de oportunidades para associados e produtores instalados na região”, destaca o diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee.
Inovação e formação técnica

A cooperativa também investe na consolidação do Parque Tecnológico Agroleite, que deve receber mais de R$ 80 milhões em parceria com o Governo do Estado e o Senar. O projeto inclui laboratórios, Centro de Excelência do Leite e estruturas voltadas à pesquisa e inovação na pecuária leiteira.
Entre as iniciativas estratégicas está ainda a implantação do curso de Medicina Veterinária em Castro, em parceria com o Governo do Estado, a Prefeitura Municipal e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Diversificação e novos negócios
Além dos projetos já em andamento, a Castrolanda prepara estudos para novos investimentos superiores a R$ 100 milhões nos segmentos de snacks, combustíveis e nutrição animal.
Segundo Seung Lee, o cenário econômico não altera a estratégia de crescimento.
“O mercado é cíclico e sempre teremos momentos de instabilidade. Se esperarmos o cenário ideal, deixaremos de avançar. O agronegócio é um setor de escala e acreditamos que o Brasil continuará sendo o celeiro do mundo. Por isso, seguimos investindo e fortalecendo a cooperativa e nossos cooperados”, afirma.
Durante o evento, a cooperativa apresentou ainda a marca comemorativa dos 75 anos, estruturada nos pilares história, união e crescimento. Ao longo de 2026, estão previstas ações com cooperados, colaboradores e a comunidade.
Segundo Bouwman, o objetivo é ampliar a conexão com a sociedade.
“Queremos nos aproximar ainda mais da sociedade, mostrando a importância do cooperativismo e valorizando todos que ajudaram a construir essa história ao longo dos últimos 75 anos”, finaliza.








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