Outubro: como será o clima no Brasil?
Sul e parte do Sudeste devem ter mais chuva, enquanto Centro-Oeste, Norte e Nordeste tendem a registrar volumes abaixo da média.
O mês de outubro de 2026 deve ser marcado por temperaturas acima da média em grande parte do Brasil e por uma distribuição bastante irregular das chuvas, segundo a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Para a pecuária leiteira, o cenário chama atenção principalmente pelos possíveis impactos sobre a disponibilidade e o crescimento das pastagens, além da maior demanda por água em áreas mais quentes e secas.
No Centro-Oeste, a previsão de chuvas abaixo da média, combinada às temperaturas elevadas, pode acelerar a perda de água do solo e limitar o crescimento e a recuperação das pastagens. O INMET destaca que a menor disponibilidade hídrica poderá reduzir tanto a quantidade quanto a qualidade da biomassa disponível para alimentação dos animais. Em áreas irrigadas, a maior demanda evaporativa também tende a elevar a necessidade de reposição de água. A situação deve ser relativamente mais favorável em Mato Grosso do Sul, onde são esperados maiores volumes e frequência de chuva em relação a outras áreas do Centro-Oeste. Segundo o instituto, essas condições podem contribuir para a recuperação da umidade do solo.
No Nordeste, a combinação de chuvas abaixo ou próximas da média e temperaturas elevadas também deve manter elevada a demanda por irrigação nos polos de fruticultura e pode restringir a rebrota das pastagens, com reflexos sobre a disponibilidade de forragem para a pecuária extensiva. Já no Sudeste, o cenário é mais heterogêneo. São esperadas chuvas mais expressivas em São Paulo, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo tendem a apresentar acumulados abaixo da média. A maior disponibilidade hídrica prevista para São Paulo pode favorecer o crescimento das pastagens, mas o INMET ressalta que temperaturas elevadas também aumentam a demanda de água pelas plantas.

Na Região Sul, a previsão aponta para chuvas acima da média em grande parte da região, com anomalias positivas que podem chegar a aproximadamente 75 mm. No leste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem superar a média climatológica em até 200 mm. Para as pastagens, porém, excesso de chuva também exige atenção: o INMET aponta que a elevada umidade e a menor disponibilidade de radiação solar podem reduzir o rebrote e a produção de forragem. O manejo dos animais ganha importância para evitar excesso de pisoteio e degradação dos piquetes.
Figura 1: Previsão de desvios de (a) precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (°C) do modelo climático do INMET para o mês de outubro de 2026.
Além das chuvas, o calor acima da média será um dos principais pontos de atenção em outubro. No Centro-Oeste e no Sudeste, os desvios de temperatura podem superar 2°C em algumas áreas. No Norte, são previstos desvios de até 2 °C acima da climatologia em determinadas localidades. O prognóstico reforça, portanto, a importância de acompanhar não apenas o volume de chuva, mas também sua distribuição ao longo do mês, já que períodos secos entre eventos de precipitação podem comprometer a recuperação das pastagens e aumentar a necessidade de água para os animais e para a produção de forragem.
Fonte: INMET. Previsão climática para outubro de 2026, publicada em 25 de setembro de 2026, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.














