Quando a umidade pede pausa na colheita do algodão
Colheita úmida aumenta impurezas no algodão
A colheita do algodão deve ser interrompida quando chuva ou sereno intenso deixam plantas, capulhos e fibras úmidos. Manter a operação nessas condições pode aumentar a presença de impurezas, favorecer manchas, dificultar o beneficiamento e comprometer a qualidade do produto.
Entre maio e setembro, episódios de sereno ao amanhecer e chuvas esporádicas podem alterar rapidamente as condições de colheita. Quando a fibra está molhada, torna-se mais pesada e aderida ao capulho, enquanto folhas, brácteas e outros restos vegetais também acumulam água e tendem a ser recolhidos com maior facilidade pela máquina.
O sinal mais evidente para interromper a operação é a presença de fibra visivelmente molhada, brilhante ou aderida às cascas. Folhas que ainda liberam água ao toque, aumento de entupimentos e maior quantidade de impurezas no algodão colhido também indicam condições inadequadas.

A retomada deve ocorrer somente após a secagem visível da planta e dos capulhos. A fibra deve apresentar aspecto fofo, solto e se separar facilmente ao toque, sem formar massas compactas.
As condições meteorológicas também interferem no tempo de espera. Com céu aberto, vento leve e sol, a secagem pode ocorrer ao longo da manhã. Em dias nublados, frios ou com alta umidade relativa do ar, o retorno da colheita pode levar mais tempo.
Após a reentrada na área, a orientação é operar com atenção redobrada, ajustar a velocidade e acompanhar a quantidade de impurezas e o desempenho da colhedora.
A decisão final deve considerar as condições da lavoura, do clima, da máquina e da logística de beneficiamento, evitando prazos fixos após a chuva.














