BNDES e Transportes estruturam concessão de 3.137 km de rodovias federais
Projeto envolve cinco trechos em nove estados e tem conclusão estimada até o fim de 2030.
Imagem criada por inteligência artificial
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério dos Transportes assinaram nesta quarta-feira (14) um contrato para estruturar a concessão à iniciativa privada de 3.137 quilômetros de rodovias federais. O projeto reúne cinco trechos localizados em Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A estimativa é de que a estruturação seja concluída até o fim de 2030.
Entram no contrato a BR-153, entre Pará e Tocantins, com 775 quilômetros; a BR-010, entre Maranhão e Pará, com 678 quilômetros; a BR-226, em Piauí, Maranhão e Tocantins, com 717 quilômetros; a BR-116, em Ceará, Paraíba e Pernambuco, com 473 quilômetros; e a BR-104, em Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com 494 quilômetros.
A assinatura ocorreu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro (RJ), com a participação da diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, e do ministro dos Transportes, George Santoro.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o banco e o ministério trabalham em conjunto desde 2025 para avaliar a malha rodoviária federal e identificar trechos com relevância estratégica para a integração do sistema rodoviário nacional. De acordo com ele, a seleção priorizou rodovias em regiões com forte expansão econômica, sobretudo na produção agrícola, com foco em levar investimentos para áreas com déficit de infraestrutura.
O ministro George Santoro afirmou que a estruturação dos projetos também deve incorporar diretrizes de sustentabilidade. Segundo ele, a política criada em 2024 prevê até 3% dos projetos revestidos em transição energética e resiliência. Santoro também destacou a previsão de inovações voltadas à redução do custo do pedágio e à implementação de internet 5G ao longo das rodovias.
A nova etapa formaliza a modelagem de concessões em cinco corredores federais e concentra a preparação dos projetos em trechos apontados como estratégicos para a integração logística e para regiões ligadas à expansão da produção agrícola.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br











