Embarques brasileiros de carne bovina recuam na parcial de março/26, mas preços disparam

Vendas atingem volume médio diário de 11,4 mil tonelada, com queda de 1,7 porcento sobre o resultado de março/25; valor médio da tonelada sobe quase 20 porcento, para US$ 5.783,5

Embarques brasileiros de carne bovina recuam na parcial de março/26, mas preços disparam
Ilustrativa

No acumulado das três semanas de março/26 (15 dias úteis), as exportações brasileiras de carne bovina in natura (congelada, resfriada e fresca) atingiram 167,06 mil toneladas, com média diária de 11,4 mil toneladas, uma queda de 1,7% em relação ao resultado médio diário registrado em março de 2025, de 11,33 mil toneladas, de acordo com dados apurados pelo Portal DBO com base em informações disponíveis no site da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os números parciais de março mostram, até agora, uma desaceleração nos embarques da proteína brasileira, algo que não ocorria há muito tempo.

Em compensação, porém, o preço da carne exportada vem registrando aumento significativo este ano, e alcançou valor médio de US$ 5.783,5/t no acumulado das três semanas deste mês, um avanço de quase 20% sore a cotação média de março/25, de 4.900,4/tonelada.

Diante da valorização da proteína, a receita obtida nos primeiros 15 dias de março/26 somou US$ 966 milhões, com média diária de US$ 64,4 milhões, um acréscimo de 16% sobre o faturamento médio diário registrado em março/25, de US$ 55,5 milhões.

Recordes em janeiro e fevereiro

Os embarques da proteína in natura atingiram 235,9 mil toneladas em fevereiro/26, um resultado recorde para o mês e avanço de 23,9% em relação ao resultado de fevereiro de 2025.

Janeiro/26 também atingiu volume recorde para o mês, de 231,8 mil toneladas, um aumento de 28,6% sobre janeiro de 2025.

Em receita, o resultado de fevereiro também foi histórico para o mês: US$1,33 bilhão, um acréscimo 42% sobre o faturamento obtido em igual mês de 2025.

Em janeiro/26, o faturamento também foi recorde para esse mês, batendo US$ 1,292 bilhão, com ganho de 42,5% em relação ao resultado de obtido em janeiro/25.