Simulador de chuva destaca manejo do solo na Fenasoja 2026
Simulador mostra efeito do manejo do solo na água e conservação em lavouras
Foto: Divulgação
Um simulador de chuva instalado no espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural tem chamado a atenção dos visitantes da Fenasoja 2026, em Santa Rosa. O equipamento, levado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) - Campus São Luiz Gonzaga, demonstra como diferentes formas de manejo influenciam na infiltração da água no solo, nas perdas por erosão e na conservação da umidade necessária para as lavouras.
A atividade integra a parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Universidade durante a feira, que segue até domingo (10), no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Além do simulador de chuva, a Uergs também trouxe um infiltrômetro de Cornell, equipamento utilizado para medir as taxas de infiltração de água no solo.
Segundo a professora Rosicler Alonso Backes, do curso de Agronomia da Uergs de São Luiz Gonzaga, os equipamentos ajudam a aproximar os produtores de conceitos ligados às práticas conservacionistas. "Contribui para entender a necessidade dessas práticas de conservação do solo e de manejo em relação à infiltração de água no solo", explica.
Durante as demonstrações, o simulador reproduz chuvas e compara diferentes sistemas de manejo. Em uma das situações apresentadas, o solo possui cobertura vegetal e práticas conservacionistas, como o plantio em nível. Na outra, as técnicas de conservação são insuficientes, favorecendo perdas de água e de solo.
"A gente consegue ver, com o simulador de chuva a perda de água, a perda de solo, e no outro momento que a gente tem um manejo mais bem feito, conseguimos observar então a infiltração dessa água no solo", destaca a professora.
Rosicler ressalta que armazenar água no solo é fundamental em uma região fortemente voltada à produção de grãos e que enfrenta eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. "Nós precisamos que essas águas, essas chuvas que ocorrem, elas penetrem, infiltrem, fiquem guardadas dentro do solo", afirma.
Conforme a professora, períodos de excesso e concentração de chuvas, alternados com estiagens prolongadas, evidenciam ainda mais a necessidade de recuperar a estrutura do solo e combater processos de degradação, como a compactação. Ela explica que essas camadas compactadas dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam o deslocamento de nutrientes para camadas mais profundas.

Entre as orientações compartilhadas com o público durante a Fenasoja estão práticas como o uso de plantas de cobertura, a manutenção de raízes no solo e o aumento da matéria orgânica. "Nós precisamos estruturar solo, nós precisamos colocar raiz no solo, nós precisamos quebrar aquela camada de compactação", enfatiza a professora.
Segundo ela, esse processo deve ocorrer também de forma biológica, por meio de sistemas de manejo adequados. "Nós precisamos fazer isso biologicamente, não só mecanicamente", observa.
As demonstrações têm sido realizadas para grupos de visitantes, durante os dias de campo realizados entre segunda e sexta-feira (04 a 08/05) que passam pelo espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural ao longo da programação da feira. Em poucos minutos, os participantes conseguem visualizar os impactos do manejo sobre o comportamento da água no solo e as alternativas para melhorar a conservação e a produtividade nas propriedades rurais.








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