Produtos brasileiros correm risco de perder espaço na Europa

A Comissão admite impacto para alguns operadores europeus

Produtos brasileiros correm risco de perder espaço na Europa
ilustrativa

Uma auditoria em andamento pode definir se parte das exportações brasileiras de produtos de origem animal voltará a ter acesso ao mercado europeu após a entrada em vigor de novas exigências sanitárias. A fiscalização será concluída em 4 de setembro e ocorre em meio à suspensão prevista para começar no dia anterior.

A Comissão Europeia informou que o Brasil apresentou garantias de cumprimento das regras para alguns produtos. No momento da auditoria, porém, o processo abrange aves de capoeira e mel, categorias para as quais foram entregues garantias escritas para verificação em campo.

Caso o resultado seja positivo, Bruxelas poderá propor a reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar esses produtos para a União Europeia. A mudança ainda terá de ser submetida à votação dos Estados-membros em um comitê permanente, sem prazo definido para uma decisão.

As novas regras europeias tratam do uso de determinados antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. O regulamento proíbe esses medicamentos para promover crescimento ou aumentar rendimento e restringe substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos.

A partir de 3 de setembro, o Brasil ficará fora da lista de países habilitados para algumas categorias, entre elas bovinos, equídeos, aves, ovos, mel, tripas e produtos de aquicultura. No caso de carne bovina e ovos, segundo a Comissão, o país não consegue fornecer as garantias exigidas para toda a vida dos animais no momento da auditoria. As exportações brasileiras de aquicultura para o bloco já não estão autorizadas.

A Comissão admite impacto para alguns operadores europeus, mas afirma que as exigências valem de forma não discriminatória para todos os países terceiros e que mantém contato com as autoridades brasileiras.