Oferta restrita sustenta preços do trigo

A nova safra também exige atenção

Oferta restrita sustenta preços do trigo
ilustrativa

O mercado de trigo no Sul do país segue firme, com baixa disponibilidade da safra velha, vendedores mais retraídos e preços sustentados em diferentes praças. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul registra menos oferta e negócios entre R$ 1.450 e R$ 1.500 por tonelada, dependendo da qualidade e da localização, enquanto nos moinhos R$ 1.500/t já é considerado preço corrente.

No mês, a valorização acumulada no estado varia de R$ 50 a R$ 100 por tonelada. A estimativa é de que ainda existam cerca de 70 mil toneladas disponíveis, volume semelhante ao que seria necessário importar para completar a moagem até o início da próxima safra, além dos estoques já mantidos pelos moinhos. Com reserva técnica, a necessidade poderia chegar a três cargas de navios handy size.

A nova safra também exige atenção. Os primeiros trigos que floresceram no estado apresentaram problemas de giberela, associados ao excesso de umidade no período crítico, com possíveis reflexos no rendimento, na qualidade industrial e no risco de contaminação por DON.

Na exportação, as ofertas estão em torno de R$ 1.270/t para dezembro, posto no porto, valor ainda pouco atrativo aos vendedores. No melhor momento do pregão, a CBOT permitiu fixação equivalente a R$ 1.394,56, alta de 1,68% no dia, mas 9,94% abaixo do início do mês. Em Panambi, o balcão subiu para R$ 71 por saca.

Em Santa Catarina, a pouca disponibilidade elevou as pedidas para R$ 1.500 a R$ 1.550 FOB, enquanto os moinhos seguem comprando no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Paraná, houve negócios a R$ 1.500 FOB no Norte e R$ 1.450 nos Campos Gerais, com ofertas raras. Para a safra nova, compradores indicam R$ 1.500/t para setembro, R$ 1.450/t para outubro e R$ 1.400/t para novembro.