Preços do boi gordo sobem em 7 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto

Cotações da arroba permaneceram em R$ 350/@ em SP e registraram avanço nos Estados da BA, ES, GO, MA, MG, MS e PA, apurou a consultoria

Preços do boi gordo sobem em 7 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto
ilustrativa

Nesta quinta-feira (10/9), o preço do boi gordo (com ou sem padrão-exportação) permaneceu em R$ 350/@ (prazo) no mercado de São Paulo, mas subiu em 7 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto: BA, ES, GO, MA, MG, MS e PA.

“O mercado físico do boi gordo mantém a firmeza observada desde a virada do mês, sustentado pela oferta controlada de animais terminados e pela resistência dos pecuaristas às propostas abaixo das referências”, ressaltam os analistas da Agrifatto.

Pelos dados da Scot Consultoria, o animal destinado ao mercado interno paulista segue valendo R$ 345/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo).

“Houve negócios acima dos preços correntes, mas foram pontuais e não caracterizam referência de mercado”, informa a Scot, ainda referindo-se ao mercado de São Paulo.

Por sua vez, nesta quinta-feira, as cotações da vaca e da novilha gordas, cuja oferta não está grande e a procura firme, registraram avanço diário de R$ 3/@ no mercado paulista, fechando o dia em R$ 325/@ e R$ 340/@, respectivamente.

Segundo a Agrifatto, a menor disponibilidade de gado na entressafra, o aumento sazonal do consumo no fim do ano e as expectativas em torno das exportações reforçam a perspectiva de valorização do boi gordo nos próximos meses.

Nas últimas semanas, a tela da B3 vem apontando elevações consistentes dos contratos do boi nos três meses finais de 2026.

Na quarta-feira (9/9), o contrato do boi gordo com vencimento em dezembro/26 encerrou a sessão cotado a R$ 386,75/@, com prêmio de R$ 36,75 sobre o preço físico de referência (indicador Datagro, praça de SP).

“Este forte ágio indica que o mercado futuro precifica uma oferta mais ajustada no último trimestre, mas não assegura que o físico alcançará esse patamar, uma vez que as cotações refletem expectativas e podem sofrer rápidas alterações”, pondera a Agrifatto.

Na quarta-feira (9/9), os contratos futuros do boi gordo fecharam em alta pelo quinto pregão consecutivo.

O destaque ficou para o papel com entrega em dezembro/26, que fechou a sessão da B3 cotado a R$ 386,75/@, com valorização diária de 0,89%

Vendas da carne bovina no atacado/varejo ganham tração

No mercado interno, as vendas de carne bovina ao consumidor vêm ganhando tração desde a virada do mês, relata a consultoria.

“Com o retorno dos paulistanos após o feriadão e o pagamento dos salários de agosto/26, o movimento melhorou a partir de terça-feira (8/9) e deve permanecer nesse ritmo até o fim da primeira quinzena”, relata a Agrifatto, acrescentando que o atacado acompanha a toada do varejo.

Ainda segundo a consultoria, as distribuições de cortes bovinos avançaram ligeiramente desde o início desta semana.

“Apesar das chuvas persistentes e do clima frio, os pedidos de reposição reagiram já na terça-feira, sobretudo para o dianteiro, favorecidos pelo maior consumo de carne de panela”, diz a Agrifatto.

Com isso, praticamente cessaram os adiamentos de descarregamentos nos entrepostos, enquanto diminuíram as devoluções parciais por problemas de qualidade, acrescenta.

Desempenho dos embarques

Na primeira semana de setembro/26, o Brasil exportou 40,6 mil toneladas de carne bovina in natura, com uma média diária de 10,1 mil toneladas, o que representou uma queda de 29,1% frente ao volume médio embarcado por dia em setembro de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A cotação média da tonelada embarcada ficou em US$ 6,1 mil, semelhante ao médio de agosto/26, mas 9,3% maior na comparação com o mesmo período de 2025.