Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA discute mercado e rastreabilidade

Encontro tratou sobre mercado do boi, custos de produção e o sistema informatizado do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB)

Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA discute mercado e rastreabilidade
ilustrativa

A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta-feira (28/10), para discutir as expectativas de mercado do boi gordo e as atualizações sobre o desenvolvimento do sistema informatizado do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB).

Participaram do encontro o presidente da comissão, Cyro Penna; o assessor técnico da CNA, Rafael Ribeiro; o primeiro vice-presidente da Comissão, Rafael Gratão; o segundo vice-presidente Amarildo Merotti; a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel, e o CEO da FSTech, Aécio Flores, além de representantes das Federações da Agricultura e Pecuária de diversos estados.

Lygia apresentou uma análise sobre a formação de preços, com explicações sobre as commodities agrícolas, a relação entre oferta e demanda e os conceitos de demanda elástica e inelástica.

Também fez um balanço dos principais acontecimentos que influenciaram o mercado pecuário e o comportamento dos preços entre 2019 e 2025, com abordagem sobre a psicologia da negociação, a participação do Brasil na regulação dos preços internacionais, as exportações de carne bovina e a demanda interna.

Ao avaliar o mercado em 2026, ela destacou o cenário de aumento dos preços do boi gordo. Para 2027, a perspectiva apresentada foi de manutenção dos preços em patamares elevados.

Como ponto de atenção, Lygia ressaltou os custos de produção, especialmente a reposição dos animais, pressionada pelos preços do bezerro e do boi magro.

Rastreabilidade em pauta

Aécio Flores apresentou as atualizações do desenvolvimento do sistema informatizado do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a integração dos diferentes elos da cadeia produtiva em uma base central de dados.

O projeto foi lançado em dezembro de 2025 e teve a contratação formalizada em janeiro de 2026.

Em março deste ano, começaram a execução e a mobilização das equipes, com as primeiras reuniões técnicas.

A ferramenta permitirá o controle das faixas de numeração atribuídas aos estados, além da habilitação dos centros de distribuição e das fábricas responsáveis pela identificação dos animais.

Com esses módulos, o PNIB avança na construção de um ecossistema integrado de rastreabilidade bovina e bubalina.

Ao final da reunião, o presidente Cyro informou que haverá uma reunião na CNA com os Fundos Estaduais Sanitários patra discutir a possibilidade de apoio na aquisição de antígenos para o Banco Regional de Antígenos de Febre Aftosa (Banvaco), um banco regional integrado por outros seis países.

Fonte: Ascom CNA