Trégua externa pressiona soja e derruba cotações
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está praticamente encerrada
O mercado da soja encerrou a segunda-feira sob pressão externa, com queda acentuada em Chicago e reflexos mistos nas principais praças brasileiras. Segundo a TF Agroeconômica, a trégua temporária no Oriente Médio derrubou o petróleo e pressionou o complexo de óleos vegetais, levando a soja a devolver os ganhos da semana anterior. Na CBOT, o contrato de agosto caiu 3,17%, para US$ 12,0850 por bushel, enquanto setembro recuou 3,27%, a US$ 11,9975. O óleo de soja perdeu 3,86% e o farelo cedeu 3,17%. Além da energia, previsões de frentes frias e tempestades no Meio-Oeste dos Estados Unidos reduziram parte das preocupações com o desenvolvimento das lavouras.

No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está praticamente encerrada nos estados acompanhados. No Rio Grande do Sul, o avanço chegou a 98%, com produção estimada em 12,87 milhões de toneladas, 8,3% abaixo da previsão inicial, em razão da irregularidade das chuvas. Produtores relatam que os preços médios do ciclo não cobriram integralmente os custos. Em Santa Catarina, a retenção de parte da safra mantém os armazéns ocupados e limita o espaço para os cultivos de inverno.
No Paraná, a produção atingiu 26,3 milhões de toneladas, alta de 6% sobre o ciclo anterior, mas os preços recuaram em algumas regiões, mesmo com Paranaguá próximo dos maiores níveis do ano. Em Mato Grosso do Sul, o frete continua como principal entrave, podendo consumir até 25% do valor do grão, enquanto a contratação de crédito rural caiu 21%. Em Mato Grosso, o custo projetado para a nova safra subiu 3,35%, para cerca de R$ 4,3 mil por hectare, reforçando a cautela dos produtores diante das margens mais apertadas e das incertezas climáticas.













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