Milho pode disparar? Veja o nível que o mercado observa
O viés de curto prazo é altista e, no médio prazo, neutro a altista
A recuperação dos preços do milho abre espaço para uma comercialização mais ativa, mas ainda exige cautela diante da oferta elevada no mercado doméstico. A avaliação é da TF Agroeconômica, que recomenda decisões escalonadas e atenção aos principais níveis de resistência no Brasil e em Chicago.
Para os agricultores, a orientação é aproveitar a reação das cotações para realizar vendas parciais, sem comprometer toda a produção de uma vez. Caso Chicago supere 465 cents por bushel e o mercado brasileiro rompa a faixa de R$ 66,50 a R$ 67,00, o percentual comercializado pode ser ampliado. A estratégia indicada é vender uma parte agora e preservar outra para uma eventual continuidade da alta.
Cooperativas devem ampliar a comercialização dos estoques onde os preços se aproximarem das resistências, evitando acumular volumes elevados com base apenas na expectativa de novas altas. Para cerealistas, a recomendação é reduzir o risco especulativo, realizar parte dos estoques perto de R$ 66,50 a R$ 67,00 e avaliar recompras em correções para R$ 65 ou menos, com proteção por Chicago ou B3.

Nas indústrias de ração, a indicação é ampliar a cobertura aos poucos, sobretudo em recuos de preços, evitando deixar todo o consumo futuro exposto. Para o etanol de milho, a orientação é travar parcialmente o cereal quando a margem industrial for satisfatória e ampliar a cobertura em correções.
O viés de curto prazo é altista e, no médio prazo, neutro a altista. A confirmação de um movimento mais forte depende do rompimento de 465 cents em Chicago e de R$ 66,50 a R$ 67,00 no mercado brasileiro. Os riscos no Mar Negro, o clima adverso na União Europeia, os estoques menores nos Estados Unidos e as exportações firmes sustentam as cotações, enquanto a oferta recorde no Brasil limita avanços.












