Milho fecha semana em alta e carrego exige atenção
Na sexta-feira, o vencimento setembro/26 fechou a R$ 70,20 por saca
O mercado de milho encerrou a semana com valorização nos contratos futuros e no físico, apoiado pelo avanço das cotações externas e do câmbio, mas com atenção crescente aos custos de armazenagem diante da ampla disponibilidade do cereal no país. Segundo a TF Agroeconômica, o desempenho positivo na B3 foi sustentado pela alta de 4,60% do milho em Chicago e de 2,67% do dólar no acumulado semanal, enquanto o contrato de novembro subiu 2,11% e o indicador físico do Cepea avançou 2,05%.
Na sexta-feira, o vencimento setembro/26 fechou a R$ 70,20 por saca, alta de R$ 0,73 no dia e de R$ 1,38 na semana. Novembro/26 terminou a R$ 75,15, com ganho diário de R$ 0,72 e semanal de R$ 1,55, enquanto janeiro/27 ficou em R$ 77,39, avanço de R$ 0,93 no dia e de R$ 0,68 na semana.

Apesar da reação, a avaliação é de que o produtor precisa considerar o custo de carregar a safra. O volume disponível é elevado, mas as negociações permanecem reduzidas em algumas regiões, e uma eventual alta futura pode perder efeito sobre a rentabilidade caso as despesas de armazenamento sejam elevadas. O escoamento também depende de um programa consistente de exportações em 2026 para absorver a grande safra em colheita.
Nos estados, o mercado segue marcado por baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58 a R$ 63 por saca, com média estadual de R$ 59. Em Santa Catarina, vendedores pedem perto de R$ 60, enquanto compradores indicam cerca de R$ 55. No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 60% da área, mas as chuvas reduziram o ritmo dos trabalhos. Em Mato Grosso do Sul, os preços oscilam entre R$ 48 e R$ 50 por saca, com a indústria de bioenergia ajudando a absorver parte da oferta.












