“Boi-China” atinge R$ 400/@ no PR e também sobe em MG, MS, GO e RO, aponta Scot

Praça paranaense hoje tem o boi mais caro do Brasil, superando os preços da arroba paulista, segundo dados apurados pela consultoria

“Boi-China” atinge R$ 400/@ no PR e também sobe em MG, MS, GO e RO, aponta Scot
ilustrativa

Nesta quinta-feira (5/11), o preço de referência do “boi-China” alcançou R$ 400/@ (prazo) na praça do Paraná, atualmente a região com a arroba mais cara do Brasil, de acordo com dados da Scot Consultoria.

A consultoria também apurou valorização diária nas praças de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rondônia, com acréscimo de R$ 2/@ sobre os preços do dia anterior.

No mercado paulista, principal referência, houve poucos negócios, resultando em estabilidade nas cotações dos animais terminados, observa a Scot.

Com isso, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 387/@, enquanto “boi-China” está valendo em R$ 390/@ (valores brutos, no prazo), segundo a consultoria.

Na mesma praça, a vaca gorda é negociada por R$ 360/@ e os lotes de novilha saem por R$ 382/@, acrescenta a Scot.

“Há negócios pontuais acima das cotações indicadas, mas sem volume suficiente para se tornarem referência de mercado”, destacam os analistas da consultoria de Bebedouro (SP)

Abates SIF

Segundo dados parciais do Serviço de Inspeção Federal (SIF), atualizados até 5/11, a participação de fêmeas no abate de outubro está em 27,2%, o que justifica a oferta curta da categoria e a firmeza na cotação das fêmeas.

Em geral, ressalta a Scot, a oferta de boiadas está enxuta, com a ponta vendedora segurando os lotes em busca de melhores preços.

Do lado da indústria, diz a consultoria, as compras se limitam ao necessário para manter as escalas de abate, que atendem, em média, a cinco dias em São Paulo.