Exportações brasileiras de carne bovina atingem 300,17 mil t em abril/26, um novo recorde para o mês

Resultado representou avanço de 6,78% sobre março/26 e aumento de 4,91% na comparação com abril/25, informa a Agrifatto

Exportações brasileiras de carne bovina atingem 300,17 mil t em abril/26, um novo recorde para o mês
Ilustrativa

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura, industrializada e miúdos) atingiram 300,17 mil toneladas em abril/26, com alta de 6,78% sobre março/26 e avanço de 4,91% na comparação com abril de 2025, informa a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Trata-se de um novo recorde para o mês de abril, superando o recorde de abril do ano passado. 

Sozinha, a exportação brasileira de carne in natura (resfriada, fresca e congelada) somou 251,944 mil toneladas, com acréscimo de 7,69% sobre março e aumento de 4,31% em comparação com abril/25.

O valor médio da tonelada da proteína exportada (todos os tipos de carne) subiu 8,45% no comparativo mensal, alcançando US$ 5.755,2/tonelada, o que resultou em receita de US$ 1,72 bilhão em abril/26, resultado 28,23% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, destaca a Agrifatto. 

No acumulado do ano (jan-abr/26), o Brasil embarcou 1,12 milhão de toneladas, um crescimento de 13,02% em relação ao mesmo intervalo de 2025. 

O preço médio no período ficou em US$ 5.384/t, com valorização anual de 16,61% e novo recorde histórico, superando o patamar de 2022 (US$ 5.270/t) em 2,16%, observa a Agrifatto. 

China e EUA, os principais clientes

Entre os principais destinos em abril/26, a China permaneceu como principal compradora, com 135,47 mil toneladas (participação de 45,13%) seguida pelos Estados Unidos, que adquiriram 42,36 mil toneladas, com participação de 14,11%. 

Segundo a Agrifatto, o desempenho positivo desses dois mercados, no entanto, contrasta com o comportamento da maioria dos demais compradores: excluindo a China do cálculo, o embarque médio por destino recuou 11,81% na comparação mensal. 

Rússia e Chile, relata a Agrifatto, registraram as maiores retrações, com quedas de 37,5% e 31,76%, respectivamente.

O resultado de abril, portanto, foi sustentado de forma concentrada, diz a consultoria.  “O incremento mensal de 32,83% da China no comparativo com março, somado à alta de 11,10% dos Estados Unidos, foi o que garantiu o avanço do volume total embarcado, compensando o recuo generalizado nos demais destinos”, ressalta a consultoria. 

No comparativo anual, a China avançou 27,04% e consolidou participação de 45,13% do total exportado. 

De olho nas cotas

O principal ponto de atenção recai sobre as cotas chinesas, observa a Agrifatto. Nos últimos meses, o ritmo médio de embarques para o gigante asiático ficou em torno de 115 mil toneladas mensais.

Considerando os volumes que chegaram à China a partir de janeiro de 2026, ainda oriundos de remessas do ano anterior, e acrescentando os embarques atualmente em trânsito, há cenários em que a cota pode ser integralmente atingida já no início de junho/26”, calcula a consultoria. 

O cenário mais conservador, continua a Agrifatto, aponta para o preenchimento total em julho/26, sustentado pelos sinais de desaceleração nas negociações por parte dos importadores chineses observados nas últimas semanas. 

Expectativa para maio/26

Para este mês, a expectativa é de ritmo mais lento nos embarques, prevê a Agrifatto. 

“As negociações com os importadores chineses já apresentam sinais de enfraquecimento, o que deve moderar os volumes embarcados e indicar uma acomodação natural do mercado à medida que o limite das cotas se aproxima”, apostam os analistas da Agrifatto.