Mercados agrícolas abrem setembro com ajustes

A soja voltou ao patamar de US$ 13 por bushel no contrato novembro

Mercados agrícolas abrem setembro com ajustes
ilustrativa

Os mercados agrícolas iniciam setembro com movimentos distintos em Chicago, em meio à realização de lucros, condições climáticas nos Estados Unidos, avanço das colheitas e expectativas sobre a demanda internacional. Segundo a TF Agro Econômica, trigo, soja e milho começaram o dia reagindo a fatores próprios, enquanto petróleo e câmbio também influenciam as cotações.

O trigo abriu a semana em queda e interrompeu uma sequência de ganhos que havia levado os preços às máximas do ano comercial. O contrato dezembro de 2026 do SRW permanece acima de US$ 7,70 por bushel, enquanto o HRW recuou para menos de US$ 8,40. A pressão veio também do anúncio da Turquia sobre uma tentativa de solução entre Rússia e Ucrânia para o transporte de cereais pelo Mar Negro. Ainda não há proposta concreta, mas uma eventual retomada dos corredores poderia ampliar a oferta e reduzir o prêmio de risco. Nos Estados Unidos, 23% da área de trigo de primavera ainda precisa ser colhida. No Brasil, a colheita alcançou 8,1%, abaixo dos 9,1% registrados no mesmo período de 2025 e da média de cinco anos, de 9,6%.

A soja voltou ao patamar de US$ 13 por bushel no contrato novembro. O USDA reduziu para 58% a parcela das lavouras avaliadas como boas a excelentes. Setembro será decisivo para a produtividade, com previsão de temperaturas acima da média e chuvas abaixo da média em várias regiões produtoras. O óleo de soja também dá sustentação às cotações, favorecido pela demanda por biocombustíveis e pela recuperação do petróleo.

No milho, dezembro de 2026 chegou a superar US$ 5,40 por bushel, fechou a US$ 5,3775 e abriu nesta terça-feira em leve baixa. Nos EUA, 57% das lavouras seguem em condição boa a excelente. No Brasil, a colheita da safrinha avançou para 94,1%. O dólar opera a R$ 5,2195, enquanto o Brent sobe 1,23%, a US$ 91,81.