Plano de importação de carne bovina de Trump fica bem abaixo da meta prevista para set/26
Apenas 37,5porcento da cota (ou 37.486 t) foi preenchida no primeiro mês de adoção da medida – ou seja, 62.514 toneladas ficaram de fora dos radares dos importadores .
As importações de carne bovina sob a cota extra temporária (sem cobrança de tarifas) do governo Trump ficaram muito aquém do potencial previsto para setembro/26, de acordo com informações do economista James Mitchell, da Universidade do Arkansas.
A nova política de importação permite a entrada de 300.000 toneladas de carne bovina “magra” ao longo de 90 dias, divididas em três lotes mensais de 100.000 toneladas.
Segundo Mitchell, até 28 de setembro, apenas 37,5% da cota (ou 37.486 toneladas) foi preenchida no primeiro mês de adoção da medida – ou seja, 62.514 toneladas ficaram de fora dos radares dos importadores norte-americanos.
O economista estima que “somente 8.054 a 21.936 toneladas” podem representar carne bovina que, de outra forma, não teria entrado nos Estados Unidos.
Essa variação reflete diferentes comparações usando previsões do USDA (Departamento de Agricultura norte-americano) e importações históricas de países elegíveis.”
Brasil, o maior beneficiado
De acordo com a medida do governo Trump, a isenção tarifária se aplica apenas à cota tarifária de ‘outros’ países, que tem o Brasil como o único país hoje capaz de fornecer grandes volumes ao mercado norte-americano.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram que, em setembro/26, os embarques de carne bovina brasileira para os Estados Unidos atingiram algo em torno de 44.400 toneladas.

Mesmo somadas às exportações de outros países participantes da cota, o total preencheria apenas cerca de metade da cota de 100.000 toneladas para setembro, observaram os analistas envolvidos nesse assunto.
Na avaliação de Mitchele, “o ponto principal é que as 100 mil toneladas de novas importações de carne bovina não se materializaram em setembro/26, e não houve mudança perceptível nos preços da carne bovina no varejo norte-americano”.
“Aumentar a quantidade de carne bovina que pode entrar nos Estados Unidos não significa que a quantidade total será importada, nem que qualquer aumento nas importações se traduzirá imediatamente em preços mais baixos da carne bovina no varejo”, ressaltou Mitchell.











