Boi gordo: movimento de alta na arroba ganha força nas praças brasileiras
Em SP, as cotações direcionadas ao mercado doméstico e do “boi China” subiram R$ 4/@, para R$ 342/@, no prazo (valor bruto), aponta a Scot Consultoria
Nesta quinta-feira (23/7), a Agrifatto detectou valorização nos preços do boi gordo em 12 das 17 praças monitoradas diariamente: SP, AC, AL, GO, MA, MG, MS, PA, PR, RJ, RO e SC. Nas demais regiões (BA, ES, MT, RS e TO), as cotações ficaram estáveis, acrescenta a consultoria.
Pelos dados da Scot Consultoria, em São Paulo, as cotações direcionadas ao mercado doméstico e do “boi China” subiram R$ 4/@ nesta quinta-feira, para R$ 342/@, no prazo (valor bruto) – por enquanto, o animal com perfil exportação segue sem premiação.
Por sua vez, as cotações da vaca e da novilha gordas subiram R$ 3/@, para R$ 315/@ e R$ 328/@, respectivamente.
“A expectativa de reajustes positivos nos preços da carne com osso nas negociações semanais com o atacado estimulou uma atuação mais firme das indústrias”, diz a Agrifatto, referindo-se ao mercado paulista, onde arroba do boi gordo e do “boi-China” é negociada agora por R$ 345/@, no prazo.
“O varejo não está na posição mais confortável do ano, porém viu um giro positivo, com reposição de carne com osso boa o bastante para permitir alta nos preços das carcaças casadas no atacado”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Gonçalves, analista de mercado da Scot Consultoria.
Ele acrescenta: “Se julho está sendo um mês de poucos churrascos, o início de agosto pode apontar para um mercado interno mais favorável”.
Agrifatto: pressão baixista sobre a arroba segue perdendo força
“O mercado físico do boi gordo iniciou um processo de recuperação ainda na semana passada, movimento que ganhou intensidade nesta semana, com valorização das cotações em diversas praças e consolidação de um cenário mais firme”, ressalta a consultoria.

No entanto, apesar da recuperação dos preços, o volume negociado permaneceu insuficiente para recompor as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que, na média nacional, recuaram de seis para cinco dias úteis.
“As programações de abate seguem em nível desconfortável, reforçando a necessidade de compra por parte dos frigoríficos”, observa a Agrifatto.
Recuos no mercado futuro
Após seis pregões consecutivos de valorização, o mercado futuro do boi gordo passou por um movimento de realização de lucros na sessão de quarta-feira (22/7) da B3, resultando em queda nas cotações, informa a Agrifatto.
O contrato com vencimento em setembro/26 liderou as perdas, encerrando o pregão cotado a R$ 352,55/@, com desvalorização de 1,86% em relação ao fechamento anterior.














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