Oferta curta sustenta alta do trigo no Sul
No estado gaúcho, a estimativa é de que restem apenas 60 mil a 70 mil toneladas
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta restrita da safra velha, preços firmes e atenção crescente à qualidade dos primeiros lotes da nova temporada. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul apresenta viés claro de alta, com menos vendedores e negócios em torno de R$ 1.450 por tonelada FOB, enquanto valores de até R$ 1.500 aparecem conforme qualidade e localização, patamar que já é corrente para os moinhos.
No estado gaúcho, a estimativa é de que restem apenas 60 mil a 70 mil toneladas disponíveis fora dos estoques dos moinhos. Como a indústria ainda precisa recompor volumes antes da nova safra e formar estoques de segurança, a demanda continua sustentando as cotações. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 70,02 por saca. Ao mesmo tempo, os primeiros trigos que floresceram apresentaram problemas de giberela, associados ao excesso de umidade, elevando o risco de perdas de rendimento, qualidade industrial e presença de DON.



Na exportação, ofertas próximas de R$ 1.270 por tonelada para dezembro, posto no porto, seguem pouco atrativas. A referência de Chicago chegou a indicar R$ 1.405,38 no porto no melhor momento do pregão, abaixo dos R$ 1.519,50 por tonelada observados em 2 de setembro. Já o trigo argentino é ofertado perto de R$ 1.586 por tonelada em Canoas.
Em Santa Catarina, a baixa disponibilidade levou vendedores a elevar as pedidas para R$ 1.500 a R$ 1.550 FOB, dificultando negócios com moinhos. No Paraná, o mercado também permanece firme, com R$ 1.500 FOB no Norte e R$ 1.450 nos Campos Gerais, mas quase sem ofertas. Para a safra nova, compradores indicam R$ 1.500 para entrega em setembro, R$ 1.450 em outubro e R$ 1.400 em novembro, com pagamentos no mês seguinte à entrega.












