Ciclone ganha força no oceano e aumenta risco de temporais

Formação de uma nova área de baixa pressão reforça as chuvas e prepara o avanço de outra frente fria; tempo seco predomina no Centro-Oeste e Sudeste

Ciclone ganha força no oceano e aumenta risco de temporais
ilustrativa

Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A formação de um ciclone extratropical em alto-mar começa a influenciar o tempo no Sul do Brasil e reforça as instabilidades nesta quarta-feira (1º). A combinação entre uma nova área de baixa pressão, uma frente fria estacionária e o transporte de umidade mantém o risco de temporais e chuva volumosa no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, enquanto o restante do país segue com predomínio de tempo seco e baixa umidade do ar.

Sul

Desde as primeiras horas do dia, a chuva ocorre com intensidade moderada a forte sobre a maior parte de Santa Catarina, oeste, sul e sudoeste do Paraná, além do norte e litoral do Rio Grande do Sul. Há previsão de trovoadas, temporais isolados e acumulados elevados, especialmente entre Santa Catarina e o sul do Paraná. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a chuva ocorre com menor intensidade.

Ao longo da tarde, a formação de uma nova área de baixa pressão no interior do continente reforça as instabilidades, ampliando o risco de temporais sobre a metade norte do Rio Grande do Sul, grande parte de Santa Catarina e o sul e sudoeste do Paraná.

As áreas de maior preocupação ficam entre o extremo sul do Paraná, metade sul e oeste catarinense e centro-norte gaúcho. O sul de Santa Catarina e a faixa norte e noroeste do Rio Grande do Sul permanecem em situação de perigo e perigo extremo para acumulados elevados de chuva.

As instabilidades persistem até a noite sobre o oeste e sul catarinense, sudoeste do Paraná, metade norte e litoral norte do Rio Grande do Sul, além da Costa Doce e da Região Metropolitana de Porto Alegre.

A Climatempo também alerta para a formação de um ciclone extratropical em alto-mar na quinta-feira (2), favorecido pelo aprofundamento de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina. O sistema impulsiona uma nova frente fria sobre a Região Sul.

As madrugadas continuam frias, com possibilidade de temperaturas negativas nas áreas mais altas do Rio Grande do Sul. Já as tardes permanecem agradáveis, enquanto o Paraná registra aquecimento gradual devido às condições pré-frontais. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no oeste paranaense e na metade sul gaúcha.

Sudeste

O tempo permanece estável na maior parte do Sudeste. O sol predomina entre poucas nuvens em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sem previsão de chuva significativa.

Apenas o litoral do Espírito Santo e o nordeste mineiro podem registrar chuva fraca e isolada provocada pela umidade vinda do oceano.

Durante a manhã, há possibilidade de nevoeiros isolados em áreas de baixada, vales e regiões serranas, mas o fenômeno perde força rapidamente com o aquecimento.

À tarde, as temperaturas sobem gradualmente, enquanto a umidade relativa do ar diminui. Os índices podem ficar abaixo de 30% no norte e Triângulo Mineiro, além do noroeste e oeste paulista. No extremo norte de Minas Gerais, a umidade entra em nível de alerta, podendo ficar abaixo de 20%.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, litoral sul do Espírito Santo e em áreas do interior de Minas Gerais.

Centro-Oeste

O predomínio é de tempo firme em toda a região, com céu aberto e sol durante praticamente todo o dia.

O calor da tarde reduz a umidade relativa do ar, principalmente em Goiás, na metade leste de Mato Grosso e em áreas do leste de Mato Grosso do Sul.

No extremo norte de Goiás e em áreas do interior mato-grossense, a umidade pode ficar abaixo dos 20%, configurando situação de alerta.

As manhãs seguem mais amenas no Distrito Federal e no leste goiano, mas as temperaturas aumentam rapidamente ao longo da tarde. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no sul de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e no norte e leste de Goiás.

Nordeste

A circulação marítima continua favorecendo a formação de nuvens carregadas na faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.

A chuva ocorre entre fraca e moderada no litoral de Alagoas e Sergipe, enquanto os maiores volumes são esperados entre o litoral do Rio Grande do Norte, Pernambuco e o trecho entre Salvador e Ilhéus, na Bahia, onde há risco de temporais.

Também há previsão de chuva entre fraca e moderada no norte e litoral do Ceará e do Maranhão, com maior intensidade no noroeste maranhense.

No interior da região, o tempo permanece seco e ensolarado. A umidade relativa do ar cai durante a tarde na metade oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e do Piauí, sul do Ceará e oeste de Pernambuco. No oeste e sudoeste baiano, os índices podem ficar abaixo dos 20%.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em diferentes áreas da região, enquanto o mar permanece agitado entre o litoral do Rio Grande do Norte e o norte da Bahia.

Norte

O calor e a elevada disponibilidade de umidade continuam favorecendo pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em grande parte do Amazonas, Roraima, Amapá, oeste do Acre e entre o norte, nordeste, noroeste e litoral do Pará.

As precipitações podem ocorrer com forte intensidade de forma localizada, especialmente no norte e litoral do Amapá, onde há risco de temporais.

Nas demais áreas do Acre e no norte de Rondônia, a chuva tende a ser mais fraca.

Já no Tocantins e em parte do Pará e de Rondônia, o tempo permanece firme, com baixa umidade durante a tarde. No Tocantins e no sul e sudeste paraense, os índices podem ficar abaixo de 20%.

As rajadas de vento podem alcançar entre 40 e 50 km/h no Tocantins, nordeste do Pará e Amapá.