Soja reage em Chicago com expectativa de compras chinesas, mas safra brasileira limita ganhos
Os contratos futuros da soja operavam em alta moderada na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (18), sustentados pela expectativa de aumento da demanda chinesa pelo produto norte-americano.
Os contratos futuros da soja operavam em alta moderada na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (18), sustentados pela expectativa de aumento da demanda chinesa pelo produto norte-americano. O movimento, no entanto, seguia contido pela projeção de safra recorde no Brasil e pelo ritmo mais lento dos negócios na Ásia em função do feriado do Ano Novo Lunar.
Por volta das 12h04 (horário de Brasília), o vencimento março era cotado a US$ 1.139,50 por bushel, avanço de 0,49% no dia e ganho acumulado de 0,60% na semana na Bolsa de Chicago. O contrato maio subia 0,50%, negociado a US$ 1.154,50 por bushel, com valorização semanal de 0,57%. Na sessão anterior (17), os preços haviam registrado oscilações discretas, próximas da estabilidade.
No mercado de derivados, o óleo de soja avançava 2,06%, enquanto o farelo recuava 0,16%, refletindo ajustes técnicos após a divulgação dos dados de esmagamento nos Estados Unidos. Segundo a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas, o volume processado em janeiro somou 6,03 milhões de toneladas, acima da expectativa média do mercado, de 5,95 milhões.
O ambiente externo também contribuía para o viés positivo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçaram a possibilidade de que a China amplie em até 8 milhões de toneladas as compras de soja norte-americana. Além disso, sinalizações de uma possível prorrogação da trégua comercial entre Washington e Pequim, envolvendo Trump e o presidente chinês Xi Jinping, ajudaram a sustentar as cotações.

Os dados semanais de exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicaram embarques de 1,203 milhão de toneladas na semana encerrada em (12), volume dentro do intervalo esperado pelos analistas, sem provocar reações mais intensas no mercado.
Apesar do suporte vindo da demanda externa, operadores seguem cautelosos diante da perspectiva de uma colheita volumosa no Brasil, principal exportador global da oleaginosa. A expectativa de maior oferta no curto prazo continua sendo um fator de pressão sobre os preços, limitando avanços mais consistentes em Chicago.








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