Safra recorde de soja pressiona preços, mas El Niño limita quedas no mercado brasileiro
Safra recorde de soja pressiona preços, mas El Niño limita quedas no mercado brasileiro
As expectativas de uma produção recorde de soja na safra 2026/27 continuam pressionando os preços da oleaginosa nos mercados brasileiro e internacional. O avanço da colheita no Hemisfério Norte e o ritmo intenso da semeadura no Brasil reforçam as projeções de aumento da oferta global.
Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta segunda-feira (19), as preocupações com os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño, no entanto, têm levado parte dos produtores brasileiros a reduzir a participação nas negociações do mercado spot (à vista), movimento que ajuda a limitar as quedas nas cotações.
De acordo com o Cepea, uma das principais preocupações está relacionada ao excesso de chuvas previsto para a Região Sul do Brasil, que pode comprometer o andamento das atividades agrícolas.
Esse cenário tem alimentado especulações sobre uma possível migração de parte da área inicialmente destinada ao cultivo de soja para o milho, dependendo das condições climáticas ao longo da temporada.

Diante dessas incertezas, parte dos sojicultores prefere aguardar uma definição mais clara sobre o comportamento do clima antes de ampliar a comercialização da produção.
Brasil deve impulsionar produção mundial recorde
Apesar dos riscos associados ao El Niño, as projeções continuam apontando para uma safra global recorde de soja em 2026/27.
O Brasil deve ser o principal responsável pelo aumento da oferta mundial. Segundo o Cepea, o país responde por mais de 40% da produção global da oleaginosa.
A perspectiva de maior disponibilidade do grão mantém a pressão sobre os preços, enquanto as incertezas climáticas e a retração dos vendedores no mercado brasileiro atuam como fatores de sustentação das cotações.











