Soja reage em Chicago após cinco sessões de queda, mas avanço da colheita limita ganhos

Retomada das compras chinesas e recuperação técnica sustentam as cotações, após perdas de 2,5porcento na semana passada.

Soja reage em Chicago após cinco sessões de queda, mas avanço da colheita limita ganhos
ilustrativa

Os contratos futuros da soja operam em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta segunda-feira (19), em um movimento de recuperação técnica após cinco sessões consecutivas de queda. Apesar da reação, o avanço da colheita nos Estados Unidos continua limitando os ganhos.

Segundo a Agência Safras, o mercado tenta recuperar parte das perdas acumuladas na semana passada, quando as cotações recuaram mais de 2% e atingiram o menor patamar em sete semanas.

Por volta das 8h35 (horário de Brasília), os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,62 por bushel, valorização de 0,05% em relação ao fechamento anterior.

A retomada das compras de soja norte-americana pela China também contribui para sustentar os preços. No entanto, a perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos mantém a pressão sobre o mercado.

O avanço dos trabalhos de campo no Meio-Oeste dos Estados Unidos é um dos principais fatores que limitam a recuperação das cotações.

As condições de tempo seco nas últimas semanas favoreceram a colheita, permitindo acelerar as atividades nas lavouras e ampliando a expectativa de disponibilidade do grão no mercado.

Além disso, a perspectiva de que os Estados Unidos possam colher a maior safra de soja de sua história reforça a pressão sobre os contratos futuros, mesmo diante da demanda chinesa.

Soja acumulou queda de 2,5% na semana passada

Na sexta-feira (16), os contratos da soja encerraram a sessão em baixa pela quinta vez consecutiva, atingindo o menor nível em sete semanas.

O contrato com vencimento em novembro fechou cotado a US$ 12,605 por bushel, recuo de 0,19% no dia. Já a posição janeiro terminou a US$ 12,7575 por bushel, com desvalorização de 0,15%.

No acumulado da semana, o contrato novembro registrou queda de 2,5%.

O comportamento dos preços nesta segunda-feira reflete, portanto, a disputa entre a recuperação técnica e a retomada da demanda chinesa, de um lado, e a expectativa de oferta elevada nos Estados Unidos, de outro.