Confinamento bovino em Mato Grosso deve crescer 55% em 2026, estima Imea

Segundo o instituto, avanço deve ser sustentado pela produção de grande porte

Confinamento bovino em Mato Grosso deve crescer 55% em 2026, estima Imea
Ilustrativa

A engorda de gado em confinamento em 2026 deve atingir 1,44 milhão de cabeças em Mato Grosso, segundo revelou o 1° levantamento do Instituto Mato-Grossensse em Economia Agropecuária (Imea), publicado na quinta-feira (14), e divulgado pelo Sistema Famato.

A expectativa é que o estado tenha um volume 55,39% superior, na comparação com o ano de 2025.

De acordo com o estudo, os confinamentos com capacidade acima de 5.001 cabeças devem responder por 80,92% de toda a expectativa de confinamento em 2026, representando cerca de 1,17 milhão de bovinos.

A região Oeste lidera a intenção de confinamento com 407.912 cabeças, um aumento de 50% em relação ao ano passado. Em seguida aparece o Norte mato-grossense (333.487). Depois vêm Sudeste (192.500), Nordeste (153.414), Centro-Sul (143.573), Médio-Norte (134.573), e Noroeste (78.154).

“Além do avanço projetado, mesmo em um cenário de preços elevados para o boi gordo, os confinadores têm ampliado o uso de mecanismos de proteção de preço em 2026. Esse comportamento reflete uma postura mais cautelosa do setor diante do aumento das incertezas no cenário econômico e geopolítico internacional”, relata o Imea.

O levantamento do Imea destaca a melhora da relação de troca entre boi gordo e milho. O custo médio da diária confinada apresentou leve queda, passando de R$ 13,15 para R$ 13,05 por cabeça/dia, influenciado principalmente pela desvalorização do milho no estado.

A pesquisa do Imea aponta também que os custos seguem pressionados pelo aumento do frete e do diesel.

A expansão da atividade em Mato Grosso está concentrada nos confinamentos de grande porte, que devem registrar crescimento de 21,83% em relação ao ano anterior. De acordo com a pesquisa, os confinamentos menores – especialmente os com capacidade de até 1 mil cabeças -, devem apresentar retração de 4,58%, refletindo maior dificuldade em absorver os custos mais elevados da reposição bovina.

Segundo o levantamento, existe uma preocupação crescente com a oferta de bezerros no mercado, consequência do elevado abate de fêmeas registrado nos últimos ciclos pecuários. “O cenário reduz a disponibilidade de animais para reposição e mantém os preços elevados”, pontua o Imea.

Projeção para o segundo semestre

O estudo do Imea mostra que o confinamento deve seguir com um papel estratégico no abastecimento da indústria frigorífica durante a entressafra pecuária, ao longo do segundo semestre de 2026.

“Entre julho e dezembro, devem ser enviados para abate 82,6% dos animais confinados, mantendo a forte concentração da oferta no segundo semestre, período em que ocorre uma redução da capacidade de suporte da pastagem e o confinamento ganha importância no sistema engorda”, aponta o Imea.

Fonte: Ascom Sistema Famato