Preços firmes marcam mercado de trigo no Sul

No Rio Grande do Sul, os negócios continuam restritos

Preços firmes marcam mercado de trigo no Sul
ilustrativa

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por preços firmes, baixa disponibilidade de produto de qualidade e preocupação com os efeitos do clima sobre as lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentam negociações seletivas, com vendedores sustentando pedidas elevadas e moinhos acompanhando a qualidade dos lotes recebidos.

No Rio Grande do Sul, os negócios continuam restritos, mas houve movimentação de até 18 mil toneladas no fim do dia. Os vendedores pedem entre R$ 1.450 e R$ 1.550 por tonelada FOB, conforme a origem, enquanto compras pelos moinhos dificilmente ficam abaixo de R$ 1.550 a R$ 1.570 CIF. No campo, colheitas pontuais registraram grãos chochos, PH baixo e presença de giberela, principalmente no noroeste. Em Panambi, o preço ao produtor subiu para R$ 72 por saca.

Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos e concentram os embarques de compras anteriores. Negócios pontuais ocorreram a R$ 1.520 FOB, enquanto vendedores demonstram pouco interesse em comercializar diante da expectativa de valorização provocada pelas chuvas. Ainda não há ofertas de trigo novo. No balcão, os preços permanecem estáveis, variando de R$ 66,83 a R$ 78 por saca nas praças acompanhadas.

No Paraná, produtores procuram moinhos para renegociar contratos, enquanto quem dispõe de trigo tipo 1 mantém pedidas entre R$ 1.550 e R$ 1.600 FOB. Os compradores indicam até R$ 1.500 CIF para entregas em setembro. A qualidade também preocupa, com registros de PH entre 72 e 73, falling number de até 200 e danos provocados por brusone, giberela e excesso de chuvas. Trigos importados aparecem entre US$ 310 e US$ 315 por tonelada, conforme a origem e o destino.