O que está por trás da queda do milho na B3
Os principais vencimentos recuaram no dia
O mercado brasileiro de milho apresentou movimentos distintos entre a bolsa e as negociações físicas, em um cenário marcado por cautela dos agentes e variações cambiais. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros do cereal negociados na B3 encerraram a terça-feira em baixa, pressionados pelo comportamento do dólar e pela menor competitividade do produto brasileiro.
Os principais vencimentos recuaram no dia. O contrato de maio de 2026 fechou a R$ 72,13, com queda de R$ 3,16. Julho de 2026 terminou a R$ 70,27, recuo de R$ 1,20, enquanto setembro de 2026 encerrou a R$ 70,64, com baixa de R$ 1,30. Apesar disso, no mercado físico os preços seguem sustentados. Levantamento do Cepea indica que a prioridade dos agentes está voltada à entrega de soja e ao plantio da segunda safra, enquanto compradores buscam recompor estoques. A disputa por fretes tende a se intensificar com a alta dos combustíveis em meio a tensões no Oriente Médio.
No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece restrita, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca e média estadual de R$ 57,96, em leve alta semanal. A colheita alcança 83% da área. Em Santa Catarina, o mercado segue travado pela diferença entre pedidos próximos de R$ 75,00 e ofertas ao redor de R$ 65,00, com colheita em 56,1%.

No Paraná, o desalinhamento entre compradores e vendedores mantém as negociações limitadas, com pedidas em torno de R$ 70,00 e ofertas próximas de R$ 60,00. A colheita da primeira safra chegou a 69%, enquanto o plantio da segunda atinge 74%, ainda afetado pela baixa umidade em algumas regiões.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca, com avanço irregular do plantio da safrinha, que atinge 65%. O mercado segue cauteloso, com apenas 14% da safra comercializada.








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